Campeões com a torcida da família
Em todas as competições que a Federação Catarinense de Bicicross participa, mesmo que seja distante como Salvador, na Bahia, a grande maioria dos atletas viajam acompanhados de familiares. Na Bahia, 90% deles estiveram na companhia de familiares. Não é uma exigência do presidente, mas é uma “recomendação especial” explica Fabiano Münch, que preside a federação. Desde o início foi assim, até porque tem atletas de até seis anos de idade que precisam mais da presença dos pais.
A família, garante o presidente da Federação Catarinense de Biciross, é quem mais dá apoio ao atleta. Em Salvador foi mais um exemplo, explica ele: “tínhamos atletas de seis, de nove anos que estavam acompanhados da família. Um dos atletas a mãe não pode vir, mas veio uma tia. Enquanto alguns pais torcem nas arquibancadas outros permanecem ao lado do piloto até a largada da corrida. A nossa torcida também faz a diferença” , diz o presidente. A presença da família é quem garante a segurança de todos os atletas, em todos os sentidos, garante Fabiano.
Ele lembra que houveram competições pelo campeonato brasileiro onde participaram 35 atletas e foi necessário três ônibus para levar todos A disciplina dos atletas é administrada pelos próprios familiares e até hoje os atletas de Santa Catarina não provocaram nenhum tipo de constrangimento para a delegação. Orgulhoso, quando fala do trabalho da federação, Fabiano citou um exemplo, ocorrido em salvador durante a 7ª e 8ª etapa do brasileiro. A avó de uma das atletas faleceu em Santa Catarina. Imediatamente a menina de 9 anos foi colocada no avião, com a mãe, para assistirem o funeral em Jaraguá do Sul. A presença da família é a grande responsável pelo sucesso do grupo, finaliza Fabiano Münch.


